A maioria dos medicamentos pode ser tomada quando se vai fazer uma endoscopia, porém alguns devem ser substituídos ou suspensos como o AAS (aspirina), anti-coagulantes, anti-inflamatórios e anti-ácidos.
Em caso de dúvida o seu endoscopista deve ser consultado alguns dias antes do procedimento ou antes que se inicie o jejum.
A Endoscopia pode ser realizada em clínicas, consultórios ou hospitais, por um médico com treinamento específico.
Inicialmente você será monitorizado por aparelhos que medem sua pulsação (batimentos cardíacos) e oxigenação do sangue. Após você receberá um medicamento por via oral para diminuir a quantidade de bolhas no líquido gástrico (dimeticona, Luftal), e depois será feito uma borrifação de spray anestésico (lidocaína spray a 10%) para diminuir o desconforto pela passagem do aparelho pela boca e a garganta.
Na maioria dos exames é feito um sedativo através da veia, que reduz o desconforto pela passagem do aparelho, diminuindo os reflexos de tosse ou vômitos que poderiam ocorrer.
Em caso de alergia a medicamentos ou alimentos (principalmente ovo e soja) comunique ao endoscopista ou a enfermeira que estiver lhe preparando para o exame.
O endoscópio é suavemente passado pela boca, garganta, esôfago, estômago e duodeno sem provocar alterações em sua respiração.
Caso o paciente tenha recebido sedativos pela veia (via venosa) haverá uma sonolência e diminuição nos reflexos, o que irá impedi-lo de exercer funções como dirigir veículos automotores, manobrar máquinas perigosas ou tomar decisões importantes, por um período de pelo menos 12 horas. É necessário ter um acompanhante responsável para sair com o paciente do local do exame até sua residência.
Como foi realizada uma anestesia da boca e da garganta deve-se esperar alguns minutos, até que o efeito anestésico passe e o paciente possa se alimentar normalmente.
Pode-se sentir um leve desconforto pela presença de ar colocado durante o exame, mas que irá passar após a eliminação natural.
Mesmo realizado por médicos experientes complicações podem ocorrer. Sangramentos no local de biópsias ou de retirada de pólipos (polipectomias) geralmente são de pequeno volume e param espontaneamente, só requerendo tratamento específico em raros casos.
Outros riscos são as reações aos sedativos aplicados, que podem ser revertidas por antídotos específicos. Perfurações do trato gastro-intestinal são raras e podem inicialmente serem tratadas por endoscopia.
É importante reconhecer sinais destas complicações o mais cedo possível, para que o tratamento seja o menos complicado, portanto em caso de dor abdominal forte, febre, dor no peito, dificuldade ou impossibilidade de deglutir alimentos o seu endoscopista deve ser contactado imediatamente.
Este exame radiológico, que conta com ingestão prévia de contraste de bário, é uma alternativa para examinar o esôfago, o estômago e o duodeno. Apesar disso, é um exame menos sensível, que não visualiza diretamente a mucosa ou permite a realização de biópsias.
Se houverem áreas mal visualizadas ou anormalidades uma endoscopia digestiva alta deverá ser realizada.
Não. Todos os pacientes devem vir acompanhados de um adulto responsável. O paciente não deverá conduzir automóveis ou andar de moto após o exame.
Os medicamentos utilizados durante o exame provocam uma diminuição de seus reflexos de atenção por algumas horas.
Todo procedimento médico envolve algum risco.
As complicações decorrentes da endoscopia digestiva alta apesar de existirem são muito raras quando realizadas por um profissional experiente.
Você poderá sentir tonturas, náuseas, algumas cólicas ou gazes, o que se resolve rapidamente. Caso estes sintomas persistam, o médico endoscopista deverá ser contactado.
Você poderá voltar a sua dieta habitual, porém recomenda-se voltar as atividades regulares no dia seguinte.
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